19 de janeiro (Bloomberg) — O Ibovespa sobe pelo quarto dia seguido com a perspectiva de novos cortes da taxa taxa básica de juros. Os juros futuros caíram para o menor nível em um mês após o Comitê de Política Monetária manter inalterado seu comunicado ontem ao cortar a taxa básica para 10,5 por cento.
O dólar opera perto da estabilidade ante o real. As bolsas americanas sobem pelo terceiro dia com resultados de bancos e sinais de melhora do emprego nos Estados Unidos. O euro sobe após leilões de títulos da França e Espanha. Os metais se valorizam com sinais de relaxamento do crédito na China.
Às 16:18, este era o desempenho dos principais índices:
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S&P 500 +0,51% Dow Jones +0,26%
Nasdaq +0,77% FTSE 100 +0,68% (fechado)
Ibovespa +0,54% BM&FBovespa Small Cap +1,01%
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Internacional: Euro avança com leilões; balanços puxam bolsas
As bolsas americanas avançam após dado mostrar que os pedidos de seguro-desemprego no país caíram ao menor nível em quase quatro anos e após balanços divulgados hoje terem reforçado a ideia de recuperação da maior economia do mundo.
Os pedidos de auxílio para desempregados baixaram para
352.000 nos EUA na semana passada, abaixo da estimativa mediana de 384.000. As obras de moradias iniciadas em dezembro caíram a 657.000, abaixo da estimativa mediana de 680.000. Os preços ao consumidor ficaram inalterados, abaixo da alta de 0,1 por cento apontada em mediana das estimativas.
O Morgan Stanley anunciou prejuízo menor que o esperado, enquanto o Bank of America Corp. passou do prejuízo para lucro no quarto trimestre. A EBay Inc. anunciou ontem lucros e vendas acima do esperado. A Eastman Kodak Co. entrou com pedido de concordata.
O euro se valoriza pelo terceiro dia seguido após a França vender títulos em leilão com juros menores e a Espanha vender mais títulos do que o previsto.
A Espanha vendeu 6,61 bilhões de euros em títulos, ante uma meta máxima de 4,5 bilhões, enquanto o rendimento dos títulos franceses de 2014 caiu para 1,05 por cento, em comparação com
1,58 por cento em leilão de outubro.
O cobre subiu ao maior nível em quase quatro meses com a expectativa de estímulos na China, maior consumidor de metais.
A China está deixando os cinco maiores bancos ampliar os empréstimos e avaliando um plano para reduzir os compulsórios bancários, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.
Bolsa: Ibovespa sobe com possíveis cortes da Selic, MMX dispara
O Ibovespa avança pelo quarto dia consecutivo depois de o Banco Central sinalizar que irá manter o ritmo do corte da taxa básica de juros, impulsionando companhias que estão voltadas para o mercado doméstico.
A construtora MRV Engenharia & Participações SA era uma das maiores altas do índice depois que o BC afirmou ontem que “ajustes moderados” na taxa Selic não comprometem a meta de reduzir a taxa de inflação para o centro da meta de 4,5 por cento este ano.
Lojas Americanas SA, segunda maior varejista brasileira em valor de mercado, caminhava para o nível mais alto em um mês depois de informar que seu conselho de administração aprovou a emissão de R$ 500 milhões em debêntures de cinco anos, de acordo com comunicado à Comissão de Valores Mobiliários.
“O sinal do Banco Central de que os juros podem continuar caindo acaba melhorando um pouco o cenário para o consumo e o crédito no Brasil, o que é bom para empresas como construtoras e varejistas, principalmente aqueles que vendem bens de consumo duráveis”, disse Cauê Pinheiro, analista da SLW Corretora, em entrevista por telefone de São Paulo.
O Banco Central, presidido por Alexandre Tombini, decidiu por unanimidade ontem reduzir a taxa básica para 10,5 por cento, como previsto por todos os 67 economistas pesquisados pela Bloomberg. Em um comunicado idêntico ao da reunião anterior, o Comitê de Política Monetária disse que “um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.”.
As ações da MMX Mineração e Metálicos SA chegaram a subir 5 por cento após a notícia de que a Ferrous Resources Ltd. fez uma proposta de US$ 2,3 bilhões pela empresa no mês passado, segundo carta detalhando o plano que foi obtida pela Bloomberg News.
Juros: DI cai ao menor nível em 1 mês com sinalização do Copom
Os juros nos mercados futuros caíram para o menor nível em um mês, também reagindo à sinalização do BC de que vai manter o ritmo de corte da Selic.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro de janeiro de 2013, o mais negociado, recuou ao menor nível desde 22 de dezembro.
“O BC continuou colocando peso no cenário externo”, disse Eduardo Galasini, gerente de tesouraria do Banco Banif, em entrevista por telefone de São Paulo. “No curto prazo, as notícias no exterior são positivas, mas o pano de fundo ainda é complicado. A situação na Grécia é delicada.”
A linguagem usada pelo Copom indica que o ritmo de redução do juro básico deve ser mantido, disse Alberto Ramos, economista sênior para a América Latina no Goldman Sachs Group Inc.
“Não há nenhuma sinalização de que estão perto de reduzir o ritmo dos cortes de juros para menos de 50 pontos-base, para que o ciclo esteja para acabar.”
A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado de janeiro subiu 0,22 por cento, acima da estimativa de alta de
0,15 por cento apontada em pesquisa Bloomberg com 20 analistas.
DI Janeiro 2013: -12 pontos-base, para 9,87%, às 16:16
DI Janeiro 2014: -7 pontos-base, para 10,42%, às 16:16
Câmbio: Dólar tem pouca variação com possíveis medidas e Europa
O dólar opera próximo à estabilidade com a menor aversão ao risco no mercado externo e especulações de que o governo pode estudar medidas para reduzir a apreciação do real.
“A Espanha foi bem no leilão hoje. O BCE tem ajudado a forçar uma melhora do mercado”, disse Galasini, do Banif.
A apreciação do real, favorecida este mês pela entrada de recursos no País, é limitada hoje pelas especulações sobre medidas do governo na área cambial, disse Italo Abucater, chefe da mesa de câmbio da Icap Brasil, em entrevista por telefone de São Paulo.
“Estamos esperando algo que o governo possa fazer”, disse ele.
O Banco do Estado do Rio Grande do Sul contratou o Deutsche Bank AG para organizar um roadshow com investidores de 20 a 25 de janeiro e pode decidir fazer uma emissão de títulos em dólares após os encontros, disse ontem uma pessoa próxima à instituição.
O real acumula ganho de 5,5 por cento no ano até ontem, a maior valorização entre as 16 principais moedas acompanhadas pela Bloomberg.
Dólar: +0,12%, para R$ 1,7692, às 16:17
Fonte: Bloomberg
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