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Grécia busca acordo na 2a-feira; UE segue com dúvidas

ATENAS, 16 Fev (Reuters) – A Grécia demonstrou esperança de que pode garantir um segundo resgate da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e um acordo para aliviar sua dívida na próxima semana, mas seus parceiros da zona do euro deixaram claro que os meses de argumentos fracos ainda não acabaram.

O ministro das Finanças do país, Evangelos Venizelos, disse que o lado grego cumpriu as duas exigências finais definidas pela UE e o FMI para obter um resgate de 130 bilhões de euros, necessário para que Atenas evite um default caótico quando um grande vencimento de dívidas ocorrer em março.

Mas uma autoridade do governo na Alemanha, envolvida nas cansativas discussões com Atenas sobre sua disposição em resolver os problemas, disse que a Grécia ainda tem questões a responder.

Venizelos disse a jornalistas no final da quarta-feira que o gabinete decidiu como implementar um corte de 325 milhões de euros nos 3,3 bilhões de euros em economias extras este ano, exigidas por UE e FMI.

Ele afirmou esperar que as autoridades da zona do euro possam sanar todas as questões antes de uma reunião ministerial do Eurogroup na segunda-feira, abrindo caminho para um acordo de swap de dívida com credores privados da Grécia (conhecido como PSI), que reduzirá a montanha de dívida grega.

“Essas questões serão preparadas no encontro do Grupo de Trabalho do Euro no domingo em Bruxelas para que, com fé, a decisão final para aprovação do programa (de resgate) seja tomada e o anúncio público seja feito na segunda-feira”, afirmou a jornalistas.

Telefônica Brasil tem lucro acima do esperado no 4o tri

RIO DE JANEIRO, 16 Fev (Reuters) – A Telefônica Brasil VIVT4.SA divulgou nesta quinta-feira um lucro trimestral acima da expectativa do mercado, mostrando que o crescimento da empresa em telefonia móvel tem sido mais rentável do que o esperado, apesar da forte concorrência no setor.

Em janeiro, a Vivo acrescentou 1,3 milhão de novas linhas móveis, acima das concorrentes, e detém a liderança com 29,73 por cento de participação de mercado, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações.

Nos últimos três meses do ano, o lucro líquido somou 1,462 bilhão de reais, queda de 1,3 por cento na comparação anual mas acima da média de previsões de seis analistas consultados pela Reuters, de 1,212 bilhão de reais , informou a companhia em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

No acumulado do ano, o lucro líquido foi de 5,072 bilhões de reais, alta de 18,2 por cento sobre 2010, “refletindo o desempenho positivo do resultado operacional combinado ao melhor resultado financeiro“, disse a empresa em sua divulgação de resultados.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) totalizou 3,307 bilhões de reais, 6,4 por cento superior a um antes, e acima da média da previsão de analistas, de 2,975 bilhões de reais. Em todo 2011, o Ebtida somou 12 bilhões de reais.

A margem Ebitda no período passou de 37,7 para 38,5 por cento, avançando mesmo em meio à forte concorrência e ao aumento de iniciativas promocionais a clientes .

A receita operacional líquida somou 8,6 bilhões de reais nos últimos três meses do ano, avançando 4,5 por cento anualmente, em linha com a previsão de analistas. No ano, o dado acumulado foi de 33,171 bilhões de reais, avanço de 5,4 por cento.

Os investimentos nos negócios móvel e fixo totalizaram 5,741 bilhões de reais em 2011, 16 por cento superior ano a ano, incluindo o pagamento de licenças adquiridas pela Vivo no leilão de frequências realizado em 2010, no valor de 812 milhões de reais.

“Os do período visaram a ampliação da capacidade e qualidade da rede, em especial o aumento de nossa cobertura em fibra em regiões chave do estado de São Paulo e a ampliaçao da cobertura 3G, que passou de 1.206 municípios cobertos no final de 2010 para 2.516 municípios ao final de 2011″, relatou a operadora.

A Telefônica Brasil viu sua dívida líquida crescer 51 por cento sobre 2010, atingindo 3,165 bilhões de reais.

Economia da Espanha encolhe pela primeira vez em 2 anos

MADRI, 16 Fev (Reuters) – A economia espanhola encolheu pela primeira vez em dois anos no quarto trimestre, o começo do que economistas temem ser uma prolongada queda, com Madri implementando duras medidas de austeridade para reduzir um enorma déficit orçamentário.

O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,3 por cento no quarto trimestre em uma base trimestral, como previsto em estimativa preliminar, após ficar estagnado no terceiro trimestre, mostraram dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

Em uma base anual, a economia cresceu 0,3 por cento no quatro trimestre, em linha com o consenso das projeções da Reuters e comparado com a taxa de 0,8 por cento registrada no terceiro trimestre.

“Alguns países da zona do euro podem até evitar uma recessão, mas isso pode ser mais difícil para a Espanha. Dada a necessidade de consolidação fiscal no país e a pressão que isso coloca na demanda doméstica, será muito difícil para a Espanha evitar recessão”, afirmou o economista da RBS Nick Matthews.

Enquanto isso, o novo governo da Espanha luta para reduzir um déficit orçamentário estimado em 8 por cento do PIB em 2011 para uma meta de 4,4 por cento este ano, implicando em cortes necessários de aproximadamente 45 bilhões de euros, conforme estimado.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que o PIB vai se contrair 1,7 por cento em 2012 e que a economia continuará fraca durante o próximo ano, pressionada pelas agressivas medidas de austeridade do governo.

Em 2011, a economia cresceu 0,7 por cento, após recuo de 0,1 por cento em 2010.

IPC-S desacelera alta com menores custos em educação

SÃO PAULO, 16 Fev (Reuters) – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a alta a 0,30 por cento na segunda quadrissemana de fevereiro, após acréscimo de 0,46 por cento na primeira quadrissemana, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

No mesmo período de fevereiro do ano passado, o IPC-S havia mostrado acréscimo de 0,82 por cento.

A em cinco dos oito grupos que compõem o IPC-S diminuiu na segunda quadrissemana do mês. A principal contribuição veio do grupo Educação, Leitura e Recreação, que subiu 1,69 por cento, ante alta de 2,72 por cento na leitura anterior, puxado pelo aumento menor nos preços de cursos formais (3,21 por cento, frente a 5,37 por cento).

A alta dos preços também desacelerou nos grupos Alimentação (de 0,24 para 0,02 por cento), Transportes (de 0,46 para 0,28 por cento), Comunicação (de 0,38 para 0,25 por cento) e Despesas Diversas (de 0,57 para 0,50 por cento).

Em contrapartida, Vestuário reduziu a queda para 0,42 por cento, ante taxa negativa de 0,53 por cento na primeira quadrissemana, enquanto os preços em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33 para 0,39 por cento) e Habitação (de 0,27 para 0,28 por cento) subiram com mais força.

O IPC-S mede a evolução dos preços de bens e serviços para famílias com renda entre um e 33 salários mínimos mensais e residentes nos municípios de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

Apesar da coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento.

Demanda de consumidores por crédito recua em janeiro–Serasa

SÃO PAULO, 16 Fev (Reuters) – A demanda de consumidores por crédito diminuiu 8,2 por cento em janeiro na comparação com dezembro, informou nesta quinta-feira a Serasa Experian. Em relação a janeiro de 2011, a queda na procura por crédito foi de 6,1 por cento.

A retração foi decorrente, segundo os economistas da Serasa, do aumento da inadimplência no ano passado, que levou os consumidores a priorizarem a quitação de dívidas em atraso, evitando contrair novos débitos.

A maior queda na demanda por crédito ocorreu entre os consumidores com renda mensal inferior a 500 reais, e entre 500 e 1.000 reais.

Lucro da Vale cai no 4o tri, mas é recorde em 2011

  • Lucro no 4o tri de 2011 cai 21% ante mesmo período de 2010
  • Preços pressionam resultado da Vale no 4o tri
  • Porém, em 2011 empresa conseguiu registrar lucro recorde

RIO DE JANEIRO, 15 Fev (Reuters) – A Vale VALE5.SA registrou lucro líquido de 4,672 bilhões de dólares no quarto trimestre do ano passado, num recuo de 21 por cento na comparação com o mesmo período de 2010, mas o resultado foi suficiente para fazer a mineradora fechar 2011 com um novo recorde anual, de 22,88 bilhões de dólares de lucro.

O lucro da maior produtora de minério de ferro do mundo ficou exatamente dentro da média de projeções de analistas consultados pela Reuters, que já esperavam por um resultado mais fraco no último trimestre do ano por causa de menores preços do principal produto da companhia.

“Os resultados do 4T11 foram bastante robustos, mas inferiores ao 3T11, como consequência de menores preços devido à recessão europeia e às expectativas negativas produzidas pela de endividamento da zona do euro”, assinalou a companhia em comunicado.

A empresa reportou Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), excluindo ganhos não recorrentes, de 7,396 bilhões de dólares no quarto trimestre, ante 8,869 bilhões de dólares entre outubro e dezembro de 2010.

Já a receita operacional atingiu 14,7 bilhões de dólares no trimestre, também em linha, assim como o Ebitda, com os indicadores projetados em pesquisa da Reuters.

“Batemos vários recordes, a despeito de um ambiente econômico desafiador. A execução disciplinada de nossa estratégia e a performance das operações foram essenciais para que pudéssemos nos beneficiar da forte demanda global por minérios e metais”, disse Murilo Ferreira, presidente da Vale, no comunicado.

As vendas de minério de ferro e pelotas da Vale VALE5.SA somaram 299,1 milhões de toneladas em 2011, novo recorde, informou a empresa nesta quarta-feira.

A receita operacional da empresa atingiu recorde de 60,3 bilhões de dólares no ano passado, com a companhia sendo beneficiada ao longo do ano por preços elevados do minério de ferro, antes da queda nas cotações por conta da crise .

RESULTADO EM REAIS

Depois de informar seu resultado em dólares, a Vale relatou tarde da noite desta quarta-feira seu balanço na moeda brasileira.

O lucro líquido da empresa foi de 8,354 bilhões de reais no quarto trimestre, ante os 10 bilhões de reais registrados no mesmo período de 2010.

Com isso, o lucro total de 2011 foi de 37,8 bilhões de reais, o maior da história da empresa. Em 2010, a mineradora alcançara 30 bilhões de reais em lucro.

A receita operacional atingiu 27,7 bilhões no quarto trimestre e 105,5 bilhões em 2011; o Ebitda, 13,726 bilhões de reais no trimestre e 57,6 bilhões no ano passado.

INVESTIMENTOS

A Vale investiu no ano passado 18 bilhões de dólares, cifra abaixo dos 24 bilhões inicialmente previstos. A realização aquém do projetado já era esperada pela companhia, que informara em novembro dificuldades de obter licenciamento ambiental.

Do total de investimentos, 13,4 bilhões de dólares foram gastos na execução de projetos e pesquisa e desenvolvimento.

Cinco novos projetos foram entregues em 2011 – Onça Puma, Omã, Moatize, Estreito e Karebbe, que, segundo a Vale, “ainda estão na fase de ramp-up, com seu potencial de crescimento e geração de valor a ser materializado em 2012 e 2013″.

Para 2012, a empresa havia anunciado investimento de 21,4 bilhões de dólares.

O retorno de capital aos acionistas atingiu o valor recorde de 12 bilhões de dólares, composto pela distribuição de dividendos de 9 bilhões de dólares e pelo programa de recompra de ações de 3 bilhões de dólares, totalmente executado. Para 2012, anunciamos um dividendo mínimo de 6 bilhões de dólares.

“Tenho convicção de que a empresa continuará comprometida com a criação de valor de longo prazo e com o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua e do país”, disse o presidente do Conselho de Administração da Vale, Ricardo Flores.

Euro tem mínima em 3 semanas ante dólar por Grécia

LONDRES, 16 Fev (Reuters) – O euro caiu ao menor valor das últimas três semanas frente ao dólar nesta quinta-feira, após o adiamento pelas autoridades da zona do euro da concessão de mais empréstimos à Grécia, gerando temor sobre a possibilidade de um calote da dívida pública do país e deixando a moeda do bloco vulnerável a quedas maiores.

Uma teleconferência de três horas entre os ministros das Finanças da zona do euro não conseguiu resolver todos os problemas em torno do pacote de resgate para Atenas, adiando qualquer decisão sobre o assunto até pelo menos segunda-feira.

Analistas disseram que a maior parte do mercado espera que a Grécia evite um calote desastroso, e que qualquer coisa que abale essa convicção desencadearia outra onda de vendas de euros.

O euro EUR= caiu abaixo do nível psicológico de 1,30 dólar, para atingir 1,2983, o menor valor desde 25 de janeiro, embora analistas digam que um suporte em torno de 1,2965 ou 1,2975 pode ajudar a conter as perdas. Às 10h30 (horário de Brasília), a moeda caía 0,56 por cento, a 1,2993 dólar.

De acordo com analistas, o fracasso em conseguir um acordo na segunda-feira pode fazer o euro cair para cerca de 1,2624 dólar, a mínima de meados de janeiro.

A aversão a risco devido às preocupações com a Grécia impulsionava o dólar, que subia 0,44 por cento em relação a uma cesta de moedas .DXY, para a máxima em três semanas. A moeda dos Estados Unidos também subiu a 78,83 ienes, o maior nível em três meses e meio.

-Impasse em ajuda à Grécia derruba mercados

LONDRES, 16 Fev (Reuters) – As bolsas de valores da Europa operavam em baixa nesta quinta-feira, com a confiança do investidor reduzida por novos impasses no acordo de resgate financeiro da Grécia e pela perspectiva de mais rebaixamentos de ratings das instituições do continente.

As autoridades da zona do euro estão considerando a possibilidade de adiar parte ou todos os empréstimos de que a Grécia precisa para evitar um calote de sua dívida.

Às 7h39 (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSE Eurofirst 300 .FTEU3 caía 0,68 por cento, aos 1.068 pontos, recuando após a máxima em seis meses atingida no pregão anterior, com investidores realizando lucros de um rali que fez o mercado avançar 17 por cento desde o fim de novembro.

“É mais por causa da questão grega”, disse o estrategista da CM-CIC Securities em Paris François Duhen. “A recuperação das bolsas foi muito rápida.”

Também pesavam sobre a confiança do mercado dados fracos sobre o investimento na China -um importante consumidor da Europa- e um alerta da Moody’s de que podem ser cortadas as notas de 17 instituições financeiras globais e 114 europeias.

O índice das ações do setor bancário caía 1,55 por cento .SX7P.

Por outro lado, fortes resultados impulsionavam as ações da Cap Gemini CAPP.PA e da Renault RENA.PA.

Em LONDRES, o índice Financial Times .FTSE tinha baixa de 0,59 por cento, a 5.857 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX .GDAX caía 1,06 por cento, para 6.686 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 .FCHI perdia 0,51 por cento, para 3.373 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib .FTMIB tinha desvalorização de 1,29 por cento, para 16.302 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 .IBEX retrocedia 2,15 por cento, para 8.553 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 .PSI20 tinha queda de 1,33 por cento, para 5.582 pontos.

BOLSA ÁSIA-Índices caem após outro atraso em resgate grego

TÓQUIO, 16 Fev (Reuters) – As bolsas de valores asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, com outro atraso na concessão de um resgate internacional para a Grécia destacando o longo caminho que a Europa ainda precisa percorrer para resolver a crise de dívida, que ameaça a estabilidade de todo o sistema financeiro.

Uma teleconferência de três horas entre os ministros das Finanças da zona do euro não conseguiu resolver todos os problemas em torno do pacote de resgate para Atenas, adiando qualquer decisão sobre o assunto até pelo menos segunda-feira.

“Não está claro se Atenas poderá garantir o necessário para pagar os vencimentos de bônus em 20 de março”, disse o analista sênior do Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ, Sumino Kamei.

O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão .MIAPJ0000PUS caía 1,52 por cento às 7h33, anulando todos os ganhos registrados no pregão anterior, quando ativos de maior risco, como ações e moedas de economias emergentes, subiram por esperança de que os empréstimos fossem cedidos a Atenas.

Em Tóquio, o índice Nikkei .N225 destoou inicialmente dos outros mercados asiáticos e chegou ao maior patamar dos últimos seis meses, antes de perder força e encerrar em leve baixa de 0,24 por cento.

Porém, a queda das ações pareceu limitada.

“A fraqueza não foi intensa, nem ampla o bastante para sinalizar um ambiente de aversão a risco. Os mercados pareceram cansados, mas não temerosos”, escreveu o Barclays Capital em nota.

Também, dados dos Estados Unidos mostraram uma boa base para recuperação econômica na quarta-feira, com a produção manufatureira do país crescendo em janeiro, uma medida da atividade fabril em Nova York atingindo a máxima em um ano e meio em fevereiro e o otimismo das construtoras perto do maior nível em cinco anos neste mês.

O índice de Seul .KS11 encerrou em baixa de 1,38 por cento. O mercado recuou 0,41 por cento em Hong Kong .HSI e a bolsa de Taiwan .TWII tombou 1,69 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai .SSEC perdeu 0,42 por cento. Cingapura .FTSTI retrocedeu 1,14 por cento e Sydney .AXJO fechou com desvalorização de 1,68 por cento.

CÂMBIO-Dólar sobe por impasse sobre resgate à Grécia

SÃO PAULO, 16 Fev (Reuters) – O dólar operava em alta ante o real nesta quinta-feira, caminhando para a terceira sessão consecutiva de valorização, com os investidores receosos no exterior por mais um atraso na liberação de um resgate financeiro à Grécia, o que pode levar o país a um default e colocar em risco o sistema financeiro global.

Às 9h15 (horário de Brasília), a moeda norte-americana BRBY BRL=BR era negociada a 1,7375 real, em alta de 0,80 por cento. Na quarta-feira, a divisa fechou em alta de 0,10 por cento, a 1,7232 real na venda, no quinto dia seguido sem intervenção do no mercado de câmbio.

Em relação a uma cesta de moedas .DXY, o dólar subia 0,46 por cento, enquanto o euro EUR= tinha perdas de 0,54 cento, cotado a 1,2995 dólar. No mercado acionário, o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 .FTEU3 recuava 0,53 por cento, enquanto os de Wall Street indicavam uma abertura negativa do mercado.

JURO-DIs caem na abertura; mercado analisa IBC-Br

SÃO PAULO, 16 Fev (Reuters) – As projeções de juros recuavam logo após o início dos negócios desta quinta-feira, de olho no cenário externo e analisando os números do IBC-Br divulgados nesta manhã, que sinalizaram crescimento da economia brasileira em dezembro.

Às 9h13, o DI janeiro de 2013 2DIJF3 indicava 9,230 por cento ao ano, ante 9,270 por cento no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2014 2DIJF4 apontava 9,640 por cento, contra 9,700 por cento no último ajuste.

No exterior, os mercados financeiros tinham um dia negativo, por preocupações de que atrasos na liberação de um resgate à Grécia coloque o país a caminho de um default.

Do lado doméstico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,57 por cento em dezembro ante novembro, fechando 2011 com alta acumulada de 2,79 por cento, informou o BC nesta quinta-feira. [nL2E8DG0LW]

No quarto trimestre ante o terceiro, o IBC-Br avançou 0,27 por cento.

Analistas consultados pela Reuters previam alta de 0,50 por cento em dezembro sobre novembro, segundo a mediana de oito previsões, que variaram de 0,40 a 0,70 por cento.

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2 Responses

02.16.12

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